Paris: quatro dias

 

Debutando na cidade-luz.

 
A primeira viagem à Paris a gente nunca esquece.

Numa viagem de 15 dias por Portugal e Espanha, resolvemos incluir, no final, uma visita de quatro dias a Paris para apresentar a cidade-luz à nossa filha adolescente.

Queríamos nos hospedar em Saint Germain-des-Prés, mas, como estava difícil conseguir hotel com bom preço e ar-condicionado na região (viajamos no verão, quando ar condicionado é item básico, mesmo na Europa), optamos pelo Novotel Paris Les Halles. O hotel é moderno e confortável, tem café da manhã variado e de qualidade e ótima localização. O único problema são as obras de reforma da Estação Les Halles, que se arrastam já por alguns anos e acabam atrapalhando um pouco o acesso. Para compensar, há opções de comidinhas rápidas na pracinha ao lado do hotel. Você encontra desde a rede francesa de “fast food” Pomme de Pain até a americana Pizza Hut.

Chegamos em Paris por volta das 12 h de uma segunda-feira e logo depois de deixarmos a bagagem no hotel, almoçamos uma salada na Pomme de Pain e seguimos para a Champs-elysées. Começamos o passeio no Arco do Triunfo e daí seguimos a pé pela avenida mais famosa da cidade, parando para tomar um sorvete na Haagen Dazs e fazer umas comprinhas na Abercrombie & Fitch. Sim, quem viaja com adolescente deve estar preparado para fazer compras de uma marca de roupa jovem americana em plena capital mundial da moda. Continuamos nosso passeio com paradas para fotos no Petit e no Grand Palais, na Place de La Concorde e na Ponte Alexandre III. Encerramos o primeiro dia num café próximo ao hotel.

 
Loja da Abercrombie na Champs-elysées
 
Fachada do Petit Palais
 
Por do sol, visto da ponte Alexandre III

Quando decidirmos incluir Paris no roteiro, a venda de ingressos para subida na Torre Eiffel pela internet estava esgotada nos nossos dias de viagem. A saída foi comprar um combo de passeios pela br.viator.com que incluía um city tour de ônibus pela Paris mais turística, o ingresso de subida à Torre Eiffel e um passeio de bateaux pelo rio Sena.

Na manhã do segundo dia, fizemos logo o city tour para dar uma visão geral à nossa ilustre companheira. Ao final do tour, subimos a torre até o segundo andar (115m de altura), pois nossa filha tem um medinho de altitude e não quis ir até o terceiro e último andar, que fica 276m acima do nível do solo. Depois de admirarmos as vistas e tirarmos muitas fotos, descemos e ficamos passeando pelo Campo de Marte.

 
Paris vista da Torre Eiffel (1): destaque para a cúpula dourada do Hotel des Invalides
 
Paris vista da Torre Eiffel(2): com o zoom da máquina dá para fotografar até catedral de Sacré Coeur, em Montmartre

Como o tempo fechou e começou a fazer frio, voltamos ao hotel para nos agasalhar e aproveitamos para fazer uma visita à Galerie Lafayette. Percorremos a famosa loja de departamentos francesa, que vende grifes chiquérrimas, mas só fizemos umas comprinhas básicas nos departamentos de marcas mais populares. O prédio da loja é muito bonito e fica em frente à Ópera de Paris, outro exemplar de rara beleza da arquitetura local. Na volta, passamos rapidamente pelo Centre Pompidou, cuja fachada modernosa de vidro, concreto e tubos de água aparentes contrasta com a arquitetura predominante na capital francesa. O Centre é situado bem pertinho do nosso hotel e tem um acervo muito legal de arte moderna.

 
Catedral de Notre-Dame: uma das mais emblemáticos construções de Paris

Começamos o terceiro dia com uma vista à Catedral de Notre-Dame. Observamos atentamente as fachadas e as torres dessa que é uma das mais emblemáticas construções de Paris. Uma banda de músicos jovens que tocava rock estilo anos 60 fazia uma filmagem no coreto que fica na pracinha atrás da igreja, conferindo um ar leve e divertido à visita.

Nosso almoço foi no Le Procope, o mais antigo restaurante de Paris, fundado em 1686, que se gaba de ter tido entre os seus clientes celebridades como Napoleão Bonaparte, d’Alembert, Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Diderot. Escolhemos o menu do dia (entrada, prato principal e sobremesa), que tem preço razoável. A comida é boa, mas nada de excepcional.  A visita vale mais pelo histórico do lugar que pela gastronomia.

Le Procope: vale mais pela história do que pela gastronomia

Saímos do restaurante e fizemos um passeio pelas ruazinhas de Saint Germain-des-Prés, parando para comprar macarrones na Larnicol. Continuamos a pé pelo Quartier Latin (conhecido como bairro dos estudantes), passamos pela Sorbone e pelo belíssimo prédio do Pantheon até chegarmos ao Jardim du Luxembourg, onde fica o Palácio de Luxemburgo, sede do Senado francês. O jardim é delicioso para passear, tomar um café ou simplesmente descansar num dos banquinhos voltados para o lindo lago octogonal em frente ao Palácio.

 
Fonte de Médici, no Jardim du Luxembourg
 
Palácio de Luxemburgo abriga o Senado francês

Atravessar o Rio Sena de bateaux é uma experiência muito agradável e possibilita uma visão privilegiada das pontes e do entorno do Rio. Fizemos o passeio pela manhã do nosso último dia de viagem e depois caminhamos pela margem do Sena, parando nas banquinhas de livros, revistas e fotos antigas, os famosos bouquinistas, considerados patrimônio cultural de Paris. Paramos para ver os milhares de cadeados que casais apaixonados deixavam presos ao gradil da Pont des Arts*, na esperança de amor eterno. Almoçamos e seguimos para a nossa visita ao Museu do Louvre.

 
A fachada clássica do Louvre em contraste com sua moderna pirâmide de vidro

O acervo do Louvre é gigantesco, mas como eu e meu marido já havíamos feito uma visita guiada por uma brasileira, conseguimos apresentar as principais obras à nossa filha em cerca de três horas: Mona Lisa, Venus de Milo, Vitória de Samotrácia, Escriba Sentado, Código de Hamurábi, Apartamentos de Napoleão, dentre outras preciosidades.

 
Venus de Milo é uma das atrações do Louvre

Deixamos o Louvre no final da tarde. Compramos lembrancinhas para os amigos nas lojinhas da Rue de Rivoli, próximo ao Museu. Como o sol de julho se estende até a noite em Paris, ainda passeamos pelo Jardim des Tuileries, que fica logo em frente ao Louvre, e demos uma volta na imensa roda gigante que é montada  durante o verão no local.

 
Jardim des Tuileries: local para se refrescar em dia de verão

Na manhã seguinte embarcamos de volta ao Brasil. Au revoir!

* Em 2016, a Prefeitura retirou os cadeados da Pont des Arts, pois estavam comprometendo a estrutura e revestiu os gradis com vidro para evitar novas colocações, mas soube que os apaixonados já encontraram novo local para manifestarem seu amor: a Pont Neuf, próxima a Notre-Dame.

Lugares visitados

1º dia: Arco do Triunfo, Champs-elyséesPetit Grand PalaisPlace de La Concorde, Ponte Alexandre III.

2º dia: Torre Eiffel, Campo de Marte, Galerie Lafayette,  Centre Pompidou

3º dia: Catedral de Norte-DameLe ProcopeSaint Germain-des-Prés, Quartier Latin, Sorbone, Pantheon, Jardim du Luxenbourg

4º dia:  passeio de bateaux pelo Sena e a pé pelas margens do Rio, Museu do Louvre, lojinhas de souvenir na Rue du Rivoli, Jardim des Tuileries e Roda Gigante.

Como nosso hotel ficava muito bem localizado, conseguimos fazer boa parte dos passeios a pé. Para os locais mais distantes, utilizamos transporte público (metrô e ônibus) e táxi, especialmente para o retorno das visitas, no final do dia, e para o traslado aeroporto/hotel/aeroporto.

Fotos de Suzy Freitas

Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.

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