O melhor de Veneza em um dia

Gôndolas vistas a partir da Piazza San Marco, em Veneza

Veneza é uma poesia em forma de cidade! A cada esquina uma imagem lembra um verso. Como pode um lugar sobreviver sem automóvel em suas ruas em pleno século XXI e atrair uma multidão de turistas? A sereníssima, como é chamada, é realmente uma cidade singular e a vontade de conhecê-la era enorme. Foi o primeiro destino de nosso roteiro na Itália. O plano inicial era passar dois dias inteiros em Veneza, mas o atraso no voo de ida nos retirou um dia, embora tenhamos dormido duas noites. Por conta desse percalço, tivermos que condensar os programas principais e deixar de fora quase tudo que tínhamos programado para o segundo dia. Mesmo assim, deu para fazer um roteiro com o melhor de Veneza em um dia. As atrações que ficaram de fora são objeto de um novo sonho: voltar a Veneza e partir para explorar a a região Norte da Itália.

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Índice de Posts da Itália:

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Um pouco de História: como surgiu essa cidade em cima da água?

Construções de Veneza nas margens de canal
Geografia da cidade é marcada pela forma de ocupação

Veneza é a capital da região de Vêneto, que fica na porção noroeste da Itália, e tem uma população de aproximadamente 270 mil habitantes, sendo que cerca de 60 mil moram nas ilhas (a Veneza dos canais, que todo viajante quer conhecer), enquanto o restante da população vive na parte continental.

No passado, Veneza foi uma cidade-estado independente e muito próspera, especialmente por sua posição estratégica no Mar Adriático, que favorecia a navegação mercantil e militar. A formação da Sereníssima República de Veneza – como era chamada – ocorreu após o desmembramento do Império Romano, mais precisamente, no ano 421, quando o território foi invadido pelos bárbaros e a população que vivia no Vêneto se refugiou num conjunto de pequenas ilhas próximas ao continente. Nessa época, a região passou a ser dominada pelo Império Bizantino. O vertiginoso crescimento econômico garantiu que, no século 9, Veneza se declarasse independente e se tornasse uma das cidades-estado mais importantes da Europa, centralizando o comércio entre o Oriente e o Ocidente.

Palazzo Ducale visto da Piazza San Marco em Veneza
Praça São Marcos está erguida num aterro sobre a lagoa

A república era dirigida pelo doge (ou duque), que era eleito por um Senado formado por cerca de 120 pessoas, que por sua vez era escolhido por um Grande Conselho, formado por quase 2000 patriarcas das famílias mais importantes da cidade. Também havia um Pequeno Conselho, de 10 pessoas, com a função de fiscalizar o trabalho do Doge e um grupo de quatro pessoas que formava o sistema judiciário. Todo o poder político ficava centralizado no Palazzo Ducale, que visitamos durante nossa viagem.

Com as grandes navegações e a descoberta de novas rotas comerciais entre o Oriente e o Ocidente, a república de Veneza começou a perder seu prestígio e, em 1796, foi dominada por Napoleão Bonaparte que passou o controle da cidade para os austríacos. Em 1886, Veneza se tornou parte do reino da Itália.

A trajetória histórica de Veneza está intimamente ligada com a forma adquirida pela cidade. Quando os cidadãos fugiram da invasão bárbara, eles passaram a viver num conjunto de 65 ilhas, mas o pequeno território delas impedia o crescimento da cidade. A partir de 810, os venezianos encontram uma solução para o problema, reunindo as porções de terra separadas pelo mar, aterrando espaços alagadas, o que reduzia as distâncias e aumentava a área para construção.

Canais e ponte em Veneza
Pontes ligam as 118 pequenas ilhas que formam Veneza

É incrível, mas grande parte da cidade – inclusive a famosa Praça São Marcos – está construída em cima de aterros sustentados por pilares de madeira, que estão ali há milhares de anos. Os venezianos usaram uma engenhosa técnica de fincar a madeira em argila compactada para evitar o apodrecimento dos pilares e colocaram tábuas e blocos de pedra em cima, barrando a passagem da água, o que possibilitou a colocação da terra tirada do fundo do lago na parte de cima. Foi assim que começou a surgir a cidade que conhecemos, pois os aterramentos deram origem aos canais. O número de ilhas cresceu para 118, cortadas por 177 canais e unidas por 409 pontes. A Ponte Rialto e a Ponte dell’Academia cortam o maior dos canais, que tem a forma de um S e é chamado de Grande Canal.

No início do século XX, algumas intervenções urbanísticas foram feitas para facilitar a ligação de Veneza ao continente, como a construção, em 1933, da Ponte della Libertà (Ponte da Liberdade) e da estrada que leva a Pádua. A cidade está dividida em seis sestieris (bairros): San Marco, San Polo, Santa Croce, Castello, Dorsoduro e Cannaregio.

Mapa dos sestieris, bairros, de Veneza
Mapa dos sestieris (bairros) de Veneza

Mas a Veneza das ilhas, que se formou no século IX, assim permanece até hoje, encantando os quase 50 mil visitantes que recebe por dia, ávidos por conhecer essa cidade tão especial e única.

Se você tiver interesse em saber mais sobre a história dessa cidade impressionante, confira esse post do blog Tudo sobre Veneza

Como ir do aeroporto até Veneza

O centro de Veneza fica no conjunto de ilhas e o aeroporto (Marco Polo – VCE) está na parte continental da cidade. Ficamos hospedados nas ilhas, no bairro de San Marco, que é o mais central e onde ficam as principais atrações da cidade, como a Basílica de São Marcos e o Palazzo Ducale.

Para ir do aeroporto ao centro de Veneza existem várias opções:

Water táxi com vista ao fundo da ilha de São Jorge em Veneza
Transfer privado é opção cômoda, mas tem custo elevado

Transfer privadoVocê contrata um barco que te levará do aeroporto diretamente à estação ou ancoradouro mais próximo ao seu hotel. Além da comodidade, você já chega fazendo um passeio privado pelos canais de Veneza. O serviço custa 109 euros (de 1 a 4 pessoas) e 129 euros (de 5 a 8 pessoas), cada trecho. O percurso dura cerca de 30 minutos. Se você estiver viajando em grupo é uma opção cômoda e que sairá super em conta. Já se estiver viajando só ou com mais uma pessoa, o preço ficará alto. O water táxi tem a vantagem de deixar você o mais próximo possível do hotel, pois são barcos particulares que não têm pontos fixos e navegam não apenas pelo grande canal que corta a cidade como também pelos pequenos canais. Mesmo assim, se o seu hotel não estiver à beira de um canal, você terá que complementar o percurso a pé, carregando as malinhas!

O serviço pode ser adquirido pela internet no site Venicelink. As reservas devem ser feitas com, no mínimo, 24 horas de antecedência. 

Taxi boat compartilhado – Nesta opção, o barco é compartilhado com até oito passageiros. As paradas são feitas na ordem dos hotéis que estão no roteiro, o que pode alongar o percurso se o seu hotel for o último. Custa 27 euros por pessoa cada trecho. Pode ser adquirido pela internet (a partir de 2 bilhetes) no site Venicelink. 

Alilaguna faz transporte do Aeroporto para Veneza
Lanchas da empresa Alilaguna podem ser boa escolha, a depender da localização do hotel

Alilaguna (waterbus) – É a opção mais em conta. As lanchas dessa empresa fazem quatro rotas pré-estabelecidas e param em todas as estações ao longo do percurso. É uma boa alternativa se o seu hotel estiver próximo a alguma parada. A duração do percurso vai depender da localização da estação que você descerá, mas a média fica entre 50 minutos a uma hora. Pode ser adquirido pela internet (14 euros por pessoa/trecho) no site Venicelink ou no próprio aeroporto (15 euros).

Ônibus mais vaporeto – É o serviço oferecido pela ACTV (empresa que opera o vaporetto, espécie de ônibus aquático de Veneza). Você pega um ônibus terrestre até a Piazzale Roma e, de lá, toma a linha do vaporeto que pare na estação mais próxima ao seu hotel. O bilhete cominado custa 15,50 euros (8 euros do ônibus mais 7,50 euros do tíquete do vaporetto) por pessoa cada trecho. Como tem preço similar ao do Alilaguna, não vi muita vantagem nessa dobradinha de ônibus mais barco. Pode ser comprado on-line no site Veneziaunica ou no próprio aeroporto.

Nossa opção

Reservamos um water taxi (transfer privado), mas tivemos que cancelar, pelo atraso de nosso voo. E o pior, como sequer sabíamos quando o avião partiria, não dava para reservar outro serviço com hora marcada. Enfim, chegamos em Veneza, por volta de 23h30, e conseguimos pegar o barco da empresa Alilaguna, que liga o aeroporto ao centro de Veneza. O percurso levou cerca de 50 minutos, pois o barco para nos pontos fixos, até que saltamos, perto de 1h da manhã, no ponto que fica próximo à Ponte Rialto.

Ponte de Ralto em Veneza à noite
Essa foi a primeira imagem que tivemos de Veneza, ao descer na Estação Rialto

Para quem fica hospedado em San Marco, é possível pegar tanto a linha Arancio, saltando em Rialto, quanto a linha Azul do Alilaguna, saltando, na estação San Marco. O tempo de deslocamento do barco é o mesmo.

Para saber a melhor linha para o seu caso, localize o endereço de seu hotel e consulte o mapa de rotas da Alilaguna neste link.

Lembre-se que da estação do barco até seu hotel, você certamente terá que andar, subir escadas ou atravessar pontes, portanto, procure sempre a estação mais próxima e evite muita bagagem. Por sorte, nosso hotel ficava a 400 m da estação de Rialto e só havia um pequeno trecho de escadas entre as ruas.

Para saber a opinião de quem usou o serviço de táxi privado, confira esse post do Blog Vivendo a Vida pelo Mundo.

 

Roteiro com o melhor de Veneza em um dia

Veneza é uma cidade que já é por si mesma uma atração. Percorrer suas ruelas, atravessar suas pontes e admirar seus canais já é um programa e tanto, mas a cidade oferece muito mais ao visitante. O ideal seria dedicar, no mínimo, quatro dias ao Centro Histórico e às ilhas vizinhas (Murano, Burano e Torcello), mas é possível conhecer as atrações mais representativas num dia, como nós fizemos. Dormimos duas noites em Veneza, por isso, conseguimos aproveitar bem nosso tempo, diferentemente de quem opta por fazer um bate-volta partindo de Florença ou de outra cidade. Nestes casos, o tempo efetivamente passado em Veneza se reduz a umas cinco horas e o melhor é se ater ao circuito mais central São Marcos/Rialto. Veja como aproveitamos nosso dia:  

Palazzo Ducale

Fachada do Pallazo Ducale em Veneza
Fachada do Palazzo: sede do poder na República de Veneza

Começamos o dia com a visita ao Palazzo Ducale, que sediou o poder político da República de Veneza. Quando foi edificado, no século IX, era um castelo fortificado, mas esse e as construções subsequentes foram destruídas por incêndios.

A construção atual data dos séculos XIV e XV. É uma obra-prima da arquitetura gótica com fachada em mármore rosa sobreposto por arcadas de pedras istrianas No interior, destaca-se a sala del Maggior Consilio, que exibe a pintura Paraíso de Domenico e Jacopo Tintoreto. O “Apartamento do Duque” e os demais salões do palácio exibem diversas obras de arte de artistas renomados como Veronese e Tiziano e são marcados pela suntuosidade. Contígua à construção fica a Ponte dos Suspiros, famosa por ser o local que os criminosos cruzavam para serem inquiridos pelo Estado ou recolhidos à prisão no interior do Palácio.

Obras de arte  e ambientes suntuosos no interior do Palácio

Fizemos o tour guiado “Itinerário Secreto”, que mostra as celas, os calabouços e os poços úmidos que funcionavam como prisão. Na sala de armas são exibidas armaduras e todo tipo de armas, desde as mais clássicas até complexas armas de fogo.

Emblemas conselheiros Veneza mostrados no itinerário secreto no Palazzo Ducale
Emblemas  dos conselheiros são exibidos no Palácio: o que está marcado com a tarja preta e branca é de um conselheiro expulso por corrupção

Contrastando com a parte do Palácio onde viviam o Duque e os administradores de Veneza, a ala da prisão tem um aspecto triste e desolador.

Corredor e interior das celas da prisão

Durante a visita, a guia explicou sobre a fuga do mais célebre prisioneiro de Veneza, o Casanova, que escapou pelo telhado no ano de 1756. Passeio interessantíssimo, especialmente para entender como funcionava o poder numa cidade-estado independente. Uma das laterais do Palácio é voltada para a Praça São Marcos, mas a entrada fica no calçadão voltado para a lagoa, chamado de Riva degli Schavioni.

ANOTE A DICA

Compramos o tour itinerário secreto no site oficial. O bilhete custa 20 euros mais 0,50 de reserva nas compras on-line. Há outros tours guiados e também é possível comprar o ingresso para o Palácio combinado com outras atrações em Veneza.

Como adquirimos o tour guiado com hora marcada não pegamos fila. Chegamos, apresentamos o voucher impresso que recebemos por e-mail, passamos pela revista e fomos direcionados para a sala onde se faz a troca do voucher pelo bilhete e, em seguida, para o tour que já ia começar. A compra da visita guiada com hora marcada nos livrou da longa fila que estava formada na entrada do Palácio! Além disso, conhecemos o “lado secreto” do Palácio, onde ficavam as celas, calabouços, armas e instrumentos da inquisição.

Praça São Marcos

Piazza San Maarco vista do terraço da Basílica
No final da Praça estão as colunas de São Marcos e São Teodoro

Uma das praças mais famosas da Europa, já foi chamada de sala de estar do mundo. Nela destacam-se a imponente Basílica de São Marcos e o Palazzo Ducale, além de outras edificações majestosas. Durante o dia está sempre repleta de pombos e lotada de turistas. Mal se consegue transitar. Minha dica é: faça as visitas internas à Basílica e ao Palazzo durante o dia e deixe para caminhar e admirar as belas construções da Praça após as 16 horas, quando os grupos de excursões diárias já estão saindo e o lugar fica bem mais tranquilo.

Roteiro-com-o-melhor-de-Veneza-em-um-dia-campanário-são-marcos
Praça fica lotada de turistas durante o dia. Melhor horário para visita é no final da tarde ou à noite

Se possível, retorne à noite para ver a praça iluminada e ouvir música clássica executada ao vivo nos principais cafés. Quem estiver com o orçamento folgado, pode sentar-se numa mesa do Caffè Florian, o café mais antigo em funcionamento da Itália.

Basílica de São Marcos

Fachada da Basílica de San Marco em Veneza
Basílica é decorada com mais de 4 mil m2 de mosaicos

É uma das mais belas igrejas do mundo, esplendidamente decorada com mais de 4 mil m2 de mosaicos. A Basílica atual é a terceira construída no lugar. A primeira era um relicário do século IX que guardava os restos de São Marcos e foi destruída pelo fogo. A segunda foi demolida no século XI para que se construísse um templo que refletisse o poder da República, dando origem à Igreja que vemos hoje. O corpo de são Marcos desaparecido no incêndio de 976 foi reencontrado em 1094 e hoje repousa no altar.

Interior da Basílica de San Marco ricamente decorado
Interior ricamente decorado guarda os restos de São marcos no altar

Pelo tamanho e riqueza dos detalhes, mereceria uma visita mais demorada, todavia, a entrada é gratuita e a fila imensa de visitantes faz com que todos passem por um itinerário rápido, que pode incluir a Pala D‘Oro e o Tesouro. O tempo de visita não ultrapassa 15 minutos.

Acervo do Museu da Basílica

Quem quiser pode visitar o Museu, que fica no andar superior. É cobrado um ingresso de 5 euros. Nós visitamos o Museu. Do seu terraço tem-se uma boa vista da Praça de São Marcos, além de ser possível ver de perto os mosaicos do teto. No acervo, estão os cavalos de bronze de São Marcos (na área externa da Igreja são exibidas as réplicas dos originais que estão no Museu), obras de artes, fragmentos de mosaicos, manuscritos medievais e tapeçarias.

Na visita à igreja, deve-se ter cuidado especial com a vestimenta: não é permitida a entrada vestindo shorts, camisetas regatas, decotes, roupas curtas. Também não é possível entrar com mochilas ou bolsas muito grandes. Se você precisar, há um guarda volumes gratuito, no Ateneo San Basso, numa rua lateral à igreja. Os vistantes não podem fotografar ou realizar filmagens. As fotos que ilustram esse post foram tiradas na área de entrada da Basílica e no andar superior, onde fica o Museu.

ANOTE A DICA

As filas de entrada para a Basílica de São Marcos são desanimadoras. Mas você pode evitá-las, marcando o horário de sua visita, no site Venetoinside, por apenas dois euros. É uma mão na roda para economizar tempo. Nós utilizamos o serviço e poupamos pelos menos uma hora que passaríamos na fila.

Campanário de São Marcos

Campanário de San Marco fica ao lado da Basílica
É possível subir de elevador no Campanário que tem quase 100 metros de altura

Ao lado da Basílica, fica o Campanário de São Marcos, construção mais alta da cidade com quase 100 metros. Foi do alto da torre que Galileu Galilei testou seu telescópio em 1609. Hoje é possível subir no campanário de elevador. O bilhete custa 8 euros e o site Venetoinside  também disponibiliza o serviço de visita com horário marcado por 3 euros, além do valor do ingresso normal. Se tiver interesse, compre antecipado o acesso prioritário, pois esse é disponível apenas a 12 pessoas por faixa horária.  As visitas ao campanário podem ser suspensas em virtude de condições climáticas, tais como neblina, vento forte e frio intenso.

Admiramos o campanário externamente e não subimos, pois tínhamos programado visitar o campanário de San Giorgio Maggiore (as informações que colhi dos viajantes era que este último oferecia vista mais ampla e bonita do que o Campanário de São Marcos).

Torre do Relógio

Fachada da Torre do Relógio em Veneza
Sino do Relógio toca a cada hora

Monumento renascentista que fica ao Norte da Praça São Marcos. O relógio é esmaltado em ouro e azul e exibe as fases da lua e os signos do zodíaco. Duas figuras de bronze que ficam no alto, chamadas de “mouros” fazem o sino soar a cada hora. Não subimos na torre, mas é possível agendar vistas guiadas. Para maiores informações, visite o site oficial 

Coluna de São Marcos e de São Teodoro

Duas imensas colunas de granito foram trazidas de Constantinopla e hoje estão implantadas na Praça São Marcos. A coluna a oeste tem em seu cume a estátua em mármore de São Teodoro, que era o padroeiro de Veneza até as relíquias de São Marcos serem trazidas de Alexandria, no ano de 828. A segunda coluna é coroada com uma estátua de bronze do leão de São Marcos. O local já foi palco de execução de criminosos até meados do século XVIII.

Ponte de Rialto

Vista pacial da Ponte de Rialto
Ponte de Rialto é um dos maiores emblemas de Veneza
Região de Rialto está sempre cheia de tristas
O local está sempre repleto de turistas

É a mais célebre ponte de Veneza e fica sobre o Grande Canal. A ponte atual foi construída entre 1488 e 1591, quando a antiga estrutura de madeira cedeu. Abriu-se um processo de concorrência para a construção da nova ponte que deveria ser feita de pedra. Entre os concorrentes figuraram nomes como Michelangelo, Palladio e Sansovino, porém o projeto vencedor foi o de Antonio da Ponte. No corredor da ponte estão instaladas diversas lojas, principalmente de souvernirs. É outro local abarrotado de turistas, mas por sua beleza e localização estratégica não pode deixar de ser visitado!

Mercado de Rialto

Mercado de Rialto em Veneza
Para ver o mercado em pleno funcionamento, chegue cedo

É o local onde os venezianos fazem compras há séculos. O mercado divide-se em mercado do peixe e mercado de frutas e verduras. Para ver o mercado em pleno funcionamento é preciso chegar bem cedo, pois as barracas começam a ser armadas de madrugada e recolhidas perto do meio dia. Quando chegamos ao local, por volta das 13 horas, havia poucas barracas em funcionamento. Portanto, se você curte esse tipo de programa, atente-se para inclui-lo no seu roteiro de manhã.

Ilha e Basílica de San Giorgio Maggiore

ilha de são jorge maior em Veneza
Ilha de San Giorgio Maggiore  é uma das paisagens mais fotografadas de Veneza

A ilha de San Giorgio Maggiore  fica em frente à Riva degli Schavioni., na altura da Praça são Marcos. Lá estão a igreja e o campanário de San Giorgio. Chegar na Ilha é muito fácil: basta pegar o vaporetto da linha 2 na parada San Zaccaria  (fica na Riva degli Schavioni) e descer na parada San Giorgio. O trajeto dura cerca de 10 minutos.

Fachada frontal da Basílica São Jorge Maior
Basílica de San Giorgio

A Basílica de San Giorgio Maggiore é uma das igrejas mais fotografadas de Veneza, justamente porque fica em frente à Praça São Marcos, no lado oposto da Lagoa. Foi construída no século XVI, tem fachada de mármore em estilo renascentista e interior amplo ornado com belos trabalhos de Tintoretto. Outro destaque da basílica é a pintura “Virgem com o Menino e Santos”, de autoria de Sebastiano Ricci (1708). A entrada na Basílica é gratuita.

Pintura de Tintoretto no interior da Basílica de São Jorge Maior
No interior da Basílica, está, entre outras, a pintura “A coroação da Virgem”, de Tintoretto

Desde que eu li que do alto do Campanário de San Giorgio tem-se uma vista panorâmica em 360 de Veneza, inclui o local no meu roteiro. A entrada custa oito euros e a subida é feita por elevador.

Embora no site oficial não houvesse aviso de que o campanário não estaria aberto na data de nossa visita, quando chegamos na ilha tivemos essa informação, o que nos deixou bem desapontados, mas aproveitamos para visitar a bela Basílica e retornamos para continuar o roteiro pela ilha principal de Veneza. A subida ao Campanário teve que ficar para uma próxima viagem!

Informações sobre o campanário e a Balica de San Giorgio Maggiore podem ser obtidas neste site

Passeio de Gôndola

Passeio de gôndola em Veneza
Um clássico de Veneza que não dispensamos em nossa viagem

Há quem diga que a viagem à Veneza não está completa sem o passeio de gôndola. Outros acham muito turístico e caro. Onde mais eu iria navegar numa lagoa numa ndola se não fosse em Veneza? Claro que fizemos o passeio!!!. Custa 80 euros por trinta minutinhos, mas fazia parte de meu imaginário em Veneza. Se você estiver em grupo de até seis pessoas, pagará o mesmo preço e o passeio fica bem mais em conta. Como estávamos em casal, o valor ficou 40 euros por pessoa.

A gôndola é uma embarcação linda, com 11 metros de comprimento, de madeira pintada de tinta preta brilhante e interior coberto de veludo vermelho. Já foi um meio de transporte tradicional em Veneza, mas hoje é usada apenas para passeios turísticos.

Gondoleiro é profissão antiga em Veneza

No passado, a profissão de gondoleiro era passada de pai para filho. Atualmente, para ser gondoleiro, o candidato tem que se submeter a concurso público e provar sua habilidade no manejo da embarcação e conhecimento turístico da cidade.

Se você optar por fazer o passeio, fique atenta aos seguintes detalhes:

  • procure sempre profissionais credenciados, entre eles os que ficam nos arredores da Ponte Rialto e da Praça São Marcos.
  • certifique-se que o trajeto incluirá, além do grande canal, os pequenos canais em bairros internos. Para navegar pelo grande Canal, você pode usar o vaporetto, que é muito mais barato. O charme do passeio de gôndola é o trajeto nos pequenos canais com suas ruelas românticas.
  • a tarifa depois das 19 horas sobe para 100 euros. Se quiser economizar, faça o passeio antes disso. Nós fizemos por volta das 17h.
  • aquela história de gondoleiro cantado para um casal apaixonado não é bem assim na realidade. Nosso gondoleiro não cantava. Portanto, se quiser música em seu passeio, leve sua trilha sonora favorita no celular ou se informe, na hora de contratar o serviço, se está incluída a cantoria! Ah, se quiser levar taças e vinho, o passeio pode ficar ainda mais romântico. Use a imaginação!

Riva degli Schavioni

Calçadão em frente à Piazza San Marco é sempre movimentado
Calçadão sempre movimentado

É um calçadão que vai desde o Palazzo Ducale até Santa Elena, região conhecida por sediar a Bienal Veneza. Foi construído no século IX para receber os pescadores do Mar Adriático. Ao passar pelo calçadão, você verá a Ponte dos Suspiros e a estátua em homenagem a Victor Emanuel II.

Ponte dos Suspiros

Ponte dos Suspiros em Veneza
Ponte dos Suspiros: onde os criminosos viam Veneza pela última vez antes de serem recolhidos nas prisões do Palazzo Ducale

Construída em estilo barroco no século XVII, dá acesso aos calabouços do Palazzo Ducale. Infelizmente os suspiros que dão nome à ponte não são de casais apaixonados a rondar pela bela Veneza, mas, sim, os últimos suspiros dos condenados à morte, já que viam pela última vez a laguna da ponte, ao serem levados para o Palácio.

Riva degli Vin

Gôndolas na Riva degli Vini em Veneza
Riva degli Vini: restaurantes charmosos à beira do Grande Canal

Riva degli Vin é o calçadão que circunda a laguna na região de Rialto. É repleta de restaurantes com mesinhas na calçada. Bom local para um descanso num dia corrido por Veneza.

Lojas de máscaras venezianas autênticas

máscara veneziana exposta em loja
Se for comprar, escolha máscaras autênticas

As ruas de Veneza estão cheias de lojas vendendo máscaras produzidas na China. Para encontrar máscaras venezianas autênticas, procure esses dois lugares: Laboratorio Artigiano Maschere (Barbaria delle Tole, 6657) e Il Canovaccio (Calle Larga Rosa, 6076), ambas as lojas ficam localizadas entre os sestieris de Castello e San Marco.

 

Tour aquático por Veneza de Vaporetto

Veneza é uma cidade ótima para se conhecer andando a pé. Perder-se entre as ruelas da Sereníssima é um dos programas mais interessantes da viagem. Mas se você não fizer a travessia do Grande Canal de barco, deixará de ver uma parte maravilhosa da cidade, pois, a maioria dos palácios venezianos têm sua fachada voltada o para o grande canal.

Igrejas vistas no passeio de vaporetto

Uma forma simples e econômica de conhecer a Veneza do Grande Canal é um passeio de vaporetto.

A melhor linha para esse passeio é a 1, que você pode pegar na estação de trem ou no Piazzale Roma até a Praça São Marcos. Se preferir, pode fazer o caminho ao contrário. O percurso dura cerca de 40 minutos e você se sentirá numa volta ao passado, admirando os detalhes da arquitetura única de Veneza.

Mais atenção: o vaporetto é o transporte público de Veneza e geralmente os barcos estão lotados durante o dia. Portanto, deixe para fazer o passeio após a 19 horas, quando encontrará lugar para ir sentado e poderá admirar e fotografar à vontade as lindas edificações do percurso, como a ponte de Rialto e a Ilha de San Giorgio Maggiore. Durante a primavera e verão, nesse horário ainda não ocorreu o por-do-sol. Se o passeio for no outono ou inverno, você poderá admirar as fachadas iluminadas. Confira outros ícones de Veneza que podem ser vistos durante o passeio:

Fachada da Basílica de Santa Maria de la salute

Basílica de Santa Maria de la SaluteImponente basílica de estilo barroco construída no século XVII, como promessa para o fim da peste, que assolou a cidade, fica no sestieri de Dorsoduro.

Punta della dogana ao cair da tarde

Punta della Dogana – No local, funcionou a casa da alfândega de Veneza, cuja construção foi finalizada em 1682. A punta tem uma posição geográfica muito interessante, projetando-se para a lagoa e dividindo o Grande Canal do Canal da Giudecca. Sua construção, junto com a Basílica de Santa Maria de La Salute, forma um dos cenários mais bonitos de Veneza. Hoje, o prédio da antiga Alfândega é usado para exposições de arte contemporânea.

Ponte dell’Accademia – Uma das quatro pontes construídas sobre o Grande Canal, na altura do sestieri (bairro) de Dorsoduro.

Fachada do ca rezonico em Veneza

Cà Rezzonico – Palácio barroco com vista para o Canal Grande que abriga o Museo del Settecento Veneziano.

Escultura Support no Ca Segredo em Veneza
A obra Support, do artista italiano Lorenzo Quinn, em frente ao Cà Segredo

Cà SagredoNesse prédio funciona um hotel, mas o que me chamou mesmo a atenção foi a escultura moderna de mãos gigantes que emergem do grande canal como se estivessem a segurar o edifício. A escultura, denominada Support, é do artista italiano Lorenzo Quinn e foi construída para a Bienal de Arte de Veneza de 2017, com o objetivo de chamar a atenção para o aquecimento global.

A obra é um manifesto visual, um convite à reflexão sobre a ação dos homens, que têm o poder de criar, mas também de destruir. As mãos tanto podem segurar, como empurrar o prédio, tudo depende da postura que a geração atual e futura tomará com relação às mudanças climáticas e à decadência causada pelo tempo. Support é um exemplar de street art que se destaca ainda mais por estar instalada numa cidade de arquitetura antiga, como Veneza.

Fachada do Cassino de Veneza

Cassino de VenezaÉ o mais antigo cassino do mundo, inaugurado em 1638. Seu lindo edifício, à beira do Grande Canal chama a atenção por sua sofisticação e elegância.

Prédios vistos do tour de vaporetto em Veneza

Pallazo Vernir dei Leone – Abriga a coleção de arte moderna de Peggy Gugenheim.

Roteiro-com-o-melhor-de-Veneza-em-um-Ca-dario

Cà Dario – Palácio que é marcado por tragédias, sendo a última a do suicídio do industrial italiano Raul Gardini, em 1993.

DICAS DE TRANSPORTE

Vaporetto no grande canal com prédios e ponte Rialto ao fundo
Vaporetto é o transporte mais usado em Veneza

Vaporetto – O principal transporte público de Veneza é o vaporetto, espécie de ônibus aquático operado pela empresa ACTV. A depender da localização do seu hotel você irá precisar usar muito ou não o vaporetto.

O valor do bilhete é de 7,50 euros válidos por 75 minutes a partir do primeiro uso. Se você for necessitar usar mais vezes, vale a pena comprar bilhetes para o período que for ficar na cidade:

1 dia (24h) – 20 euros

2 dias (48h) – 30 euros

3 dias (72h) – 40 euros

7 dias – 60 euros

ANOTE A DICA

Estação de Vaporetto em Veneza
Sempre valide o bilhete antes de embarcar no vaporetto

Os tíquetes podem ser comprados on-line nos sites Venicelink ou Veneziaunica. Também podem ser comprados nos guichês de postos da ACTV em Veneza. Os vouchers recebidos por e-mail após a compra pela internet precisam ser trocados nos pontos de venda, mas há uma fila específica para isso.

Você precisa validar o tíquete antes de entrar na embarcação nas máquinas que ficam nas estações, pois não há cobrador no barco. Caso você entre nele sem validar o seu tíquete ou já tiver vencido o tempo de uso e houver fiscalização, você pode pagar uma multa salgada!!!

Como nós só passamos um dia em Veneza, compramos um tíquete de 24 horas no posto que fica na entrada do Giardinetti Reali, próximo à Praça São Marcos. Nós validamos o tíquete por volta das 13h, quando fomos de San Marco à Rialto. Usamos o mesmo para ir à Ilha de San Giorgio, para fazer o passeio na linha 1 pelo Grande Canal e para ir da Parada Rialto (próxima ao nosso hotel) até a Estação Ferrovia, às 09 h do dia seguinte, quando pegamos o trem para partirmos para Florença. Dessa forma, o custo/benefício do bilhete foi excelente.

Para ver o mapa de rotas do vaporetto clique aqui.

Táxi aquático É uma opção para quem tem muita pressa e não se importa em gastar muito. Os barcos são equipados com cabine e fazem o trajeto pedido pelo cliente.

Traghetto – Poucos conhecem esse transporte, que é usado pelos venezianos para cruzar o grande canal. São as “gôndola traghetto”, utilizadas para quem está com pressa e precisa atravessar o canal sem ter que andar até uma das pontes que ligam uma parte de terra à outra. As embarcações são bem simples, e levam várias pessoas ao mesmo tempo para atravessar o canal de uma margem á outra num percurso que dura de 2 ou 3 minutos. Custa custa 2 euros para os turistas e 70 centavos para os venezianos. Funciona de 1º de abril a 30 de setembro, das 7h30 às 19h.

Veja os pontos de Tregheto de maior interesse turístico:

do Mercado de Rialto a Santa Sofia. A parada fica bem em frente ao mercado do peixe e ao atravessar, a gôndola deixa os passageiros ao lado do palácio Ca’ Sagredo.

– San Tomà, que sai do bairro de San Polo e chega ao bairro de São Marcos.

Santa Maria del Giglio ao bairro de Dorsoduro, bem próximo à basílica de Santa Maria de la Salute.

ONDE SE HOSPEDAR PARA APROVEITAR O MELHOR DE VENEZA EM UM DIA

Hotel Montecarlo: instalações satisfatórias e localização excelente

A única certeza que eu tinha quando decidi visitar Veneza é que me hospedaria em San Marco, no centro das ilhas. Muitos optam por se hospedar em Mestre (na parte continental) e fazer o percurso diário de Vaporetto do continente para as ilhas. É a opção mais em conta, mas não te dará a experiência de sentir-se em Veneza. Depois de conhecer a cidade, posso dizer que além de San Marco, os sestieris de San Polo (Rialto), Castello, Cannaregio e Dorsoduro são todas centrais. Fiquei encantada com o que pude ver de Dorsoduro e acho que é um lugar bem charmoso para se hospedar.

Ficamos no Hotel Montecarlo e a localização não poderia ter sido melhor. O hotel fica a 400 metros da estação de vaporetto de Rialto e a cerca de cinco minutos a pé da Praça São Marcos. O staff é muito cuidadoso e prestativo. O café da manhã (incluso na diária) foi um dos melhores que tomei na Europa! O hotel é antigo (como tudo em Veneza), mas possui elevador (pequeno, só cabem 4 pessoas). O quarto também é pequeno, com decoração em estilo provençal, wifi, TV, ar-condicionado. Colchão, travesseiros e roupa de cama de excelente qualidade garantem boa noite de sono. O banheiro tem dimensão reduzida, mas conta com amenidades e secador de cabelo. A única restrição que eu faria é o piso de carpete no quarto que pode ser desaconselhável para pessoas alérgicas. Fora isso, achei nossa opção excelente para uma estadia curta de duas noites.

Se você preferir ficar num apartamento, confira o relato de Avelina e Vivian do blog Vivendo a Vida pelo Mundo, que se hospedaram no sestieri de Cannaregio e relatam a experiência no post Veneza, a cidade dos Sonhos.

ONDE COMER EM VENEZA

bebidas e sanduíche na osteria pescaria em Rialto
Pescaria: osteria próxima ao Mercado de Rialto

Como tivemos que condensar nosso roteiro de dois dias em um, em virtude do atraso do voo, nossa experiência gastronômica em Veneza foi quase nula. Paramos para almoçar no Pescaria, uma pequena osteria que fica no Campo de le Becarie, 319, no bairro San Polo (em frente ao Mercado do Peixe, em Rialto). Comemos sanduíches com frutos do mar e meu marido experimentou o Spritz, um drinque super refrescante feito com proseco, aperol e soda, muito consumido na Itália.

À noite jantamos no Bar Al Campanile, que fica nas proximidades de nosso hotel (Praça São Marcos, 310).

Isa Discacciati, autora do blog Italia per Amore escreveu um post excelente sobre comida típica veneziana, com dicas de lugares para experimentar os pratos. Se você quer indicações de restaurantes em Veneza, dá uma confira no post.

 

Já visitou Veneza? Compartilhe conosco sua experiência! Se tiver dúvidas sobre nosso roteiro é só perguntar que teremos grande prazer em responder!

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Fotos de Suzy Freitas

Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas a compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.

33 comentários em “O melhor de Veneza em um dia

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  1. Suzy querida! Fiquei quase louca com essas fotos! Que maravilha amiga! Estou certa de que a Itália é tudo e muito mais do que sonhei! A beleza dos Palácios, do interior da Basílica São Marcos e de tudo o mais! Os afrescos! Meu Deus é tudo inacreditavelmente lindo! Seu roteiro será guardado num cofre para eu cumpri-lo assim que pisar em Veneza!!!!

  2. Suzi, queria ter lido sua matéria antes de ter ido para Veneza!!! Está incrível e super completa!! Obrigada por compartilhar a história da cidade. Essa é uma cidade que temos vontade de voltar com certeza, ficamos com gostinho de quero mais. Parabéns pela rica matéria. Beijos.

  3. Conhecer Veneza assim, num único dia, é uma loucura inesquecível. A cidade já é uma atração, basta ficar parado ou andando por lá que já vale a viagem. Parabéns por ter conseguido fazer tantas coisas num só dia.

  4. Como eu gosto do seu site! São sempre post tão bem explicadinhos, detalheas cuidadosos pros viajantes… E matei um pouico da saudade dessa cidade maravilhosa e única do mundo… Parabéns!

  5. Ah a linda Veneza! Realmente é uma cidade que mais parece um cenário de um romance! Seus canais são encantadores! Muito bom o seu post, com fotos muito legais e ótimas dicas! Parabéns!

  6. Ainda não estou com viagem a Veneza marcada… mas minha maior preocupação é: fazer ou não fazer o passeio de gôndola? hehehe embora seja caro, sinto que se não fizer vou voltar com a sensação de “deixei algo pra trás”… Achei o máximo saber que existe até concurso público para ocupar o cargo! Muito interessante.

  7. Seu post está tão incrível que eu fico pensando que eh impossível passar somente um dia em Veneza!
    Acho a cidade tão romântica que quero ir em um aniversário de casamento… sempre falo isso!

  8. Acho um destino super romântico, achei super engraçado vc dizer que os gondoleiros não cantam se quiser quer música, colocar o som do celular haha… ai não fica romântico haha.. Bom saber!! Suzy vc é demais!! Adorei as dicas, e deu pra fazer bastante coisa em um dia, esse é um destino que quero muito conhecer, gosteii!! As fotos estão maraa!!

    1. Olá Mari! Se quiser, você pode procurar um gondoleiro cantor! O que fez nosso passeio não cantou nada, mas tinha outra gôndola do lado em que havia um cantor e tocador de acordeon! Aproveitamos a cantoria dele e quando ficou distante, colocamos nossa trilha do celular! Beijos.

  9. A Itália é meu sonho de consumo, mas quero conhecer com o amor da vida! Hahaha Acho cada cidade tão especial… Veneza tá na lista!
    Achava que 1 dia não daria para conhecer bem, mas estava enganada! Você passeou super, a lugar incrível!
    Amei as fotos… deu para viajar um pouco contigo! Beijão

  10. Já fui 2x e quero voltar!! Pena que houve problema no voo!! Sempre causa um certo stress na viagem, não é?
    Eu sempre ando de Vaporeto mesmo, transporte público local. Eu estou impressionada na quantidade de lugares que visitou em um dia 😱😱
    O que mais gostou?

  11. Uau… um sonho de viagem que ainda n consegui tirar do papel… Mas to deixando para uma ocasião mais especial… vale demais hein?! Vc fez milagre nesse 1 dias em Veneza, explorou bem. Post super completo, vlw por compartilhar.

  12. Caramba Suzy, este é definitivamente o post mais completo sobre Veneza de todos os tempos! Tem história, tem relato, tem dicas ótimas! Eu só sei de uma coisa: é um sonho pra mim. Eu sou gamer, passei minha infância e adolescência jogando jogos, e ainda jogo muito videogame. E Veneza sempre fo um cenário constante que sempre emocionou. Quando estiver lá de verdade, chorarei copiosamente por dias e noites (exagerado que nada…). Ainda não o fiz por mera falta de oportunidade, mas ano que vem, ou no outro, com certeza farei! Mas é pra ficar lá uns 3 dias, pelo menos!

    Que pena que teve o atraso no vôo, isso é um saco! Corra atrás do seus direitos.

    Valeu!

    1. Ígor, se você gosta de jogos, vai amar subir a Cúpula do Duomo de Florença. Soube que tem um game nesse cenário! Aguarda nosso próximo post! Eu te recomendaria quatro dias em Veneza, para curtir bem a cidade e conhecer as ilhas vizinhas: Burano, Murano e Torcello. Obrigada pela visita e um abraço!

  13. genteee que post mais completo!! carambaa muito bacana as dicas de Veneza!! Só fico com uma duvida: da pra eu ir sozinha? As vezes penso que Veneza so combina com casal.. hahahahaa Rola ir sem ninguem? rs

  14. Veneza é lindo demais!!!!!!!!!!!!

    Também fui na praça São Marcos, subi no Campanário…. vi o Palazzo Ducale.
    E a gente brincava que todos os caminhos de Veneza levavam para a ponte de Rialto hahaha. Tudo bem indicado.

    Eu amei o passei de gôndola… e sou das que acha que é passeio imperdível hehehe. O nosso gondoleiro era brasileiro e mega animado! Foi muito divertido e éramos 3 amigas, então os 80 euros ficaram mais bem divididos.

    Amei o post, deu saudades das ruas e da comida maravilhosa!

    Beijos

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