Grand Canyon West, bate volta a partir de Las Vegas

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Grand Canyon West: natureza exuberante no Arizona

O Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, forma uma das paisagens mais deslumbrantes do Planeta. Muitos gostariam de passar alguns dias admirando essa maravilha que é Patrimônio Mundial da Unesco. Mas poucos têm tempo e disponibilidade para fazer uma viagem exclusiva a este parque nacional americano. Por isso mesmo, visitar o Grand Ganyon é um dos bates voltas mais disputados para quem viaja a Las Vegas, a metrópole americana que fica no estado de Nevada, mas está apenas a cerca de 200 km ou duas horas de carro da face oeste do Canyon (West Rim). Mas será que vale a pena conhecer esse tesouro da natureza em tão pouco tempo? Vale, sim! Nossa família viveu essa experiência e posso garantir que foi uma visita inesquecível. Siga em frente que eu vou te contar como foi nosso dia no Grand Canyon West.


Clique aqui para ver nosso roteiro completo em Las Vegas.


Qual a melhor entrada para um bate volta ao Grand Canyon?

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Visitamos o cânion entrando pela face oeste, a mais próxima de Las Vegas

Para visitar o Grand Canyon, o viajante pode optar por uma das três entradas principais, que ficam nas margens Sul, Norte e Oeste.

A borda Sul do Canyon é considerada a mais bonita, porém sua distância de Las Vegas a torna pouco recomendável para passeios de um dia. Se decidir visitar o Canyon pela Borda Sul (South Rim), você enfrentará mais de 450 km de estrada, sendo preferível dormir por lá pelo menos uma noite. A face Norte (North Rim) é a menos visitada e abre apenas em parte do ano, de meados de maio a meados de outubro.

Nós entrados pela borda Oeste que é a mais próxima de Las Vegas e a que recebe o maior número de visitantes desta cidade. A borda oeste não faz parte do Parque Nacional Grand Canyon, pois situa-se dentro de terras indígenas da tribo Hualapai. .

Como chegar ao Grand Canyon West saindo de Las Vegas?

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Parada na estrada para um clique no deserto

Há várias opções de passeios oferecidos por agências de turismo em ônibus, carro e até helicóptero. Como nós estávamos com automóvel alugado em Las Vegas, fizemos o percurso por conta própria. Colocamos o endereço do Centro de Visitantes do Grand Ganyon West no GPS e chegamos lá com facilidade

Cerca de duas horas depois de deixar a “cidade do neon”, estávamos em pleno deserto do Arizona, entrando no Centro de Visitantes do Grand Ganyon West Rim. A rodovia estava em ótimo estado de conservação, porém é de mão única e sem acostamento. A viagem foi super tranquila, com uma parada para fotos na estrada, em meio à bela paisagem que contrasta tons avermelhados do deserto do Mojave com o azul do céu que estava iluminado e radiante no dia de nossa visita.

O que fazer em um dia no Grande Canyon West

Quem opta por visitar de carro a borda oeste, deve deixar o veículo no estacionamento que fica no Centro de Visitantes, comprar o ingresso para as atrações do local e seguir nos ônibus que fazem o percurso entre os locais de parada.

Rancho Hualapai

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Rancho da tribo Hualapai lembra um vila de faroeste

Nossa primeira parada foi no Rancho Hualapai, que simula uma cidade do Velho Oeste, com réplicas de casas, banco, “delegacia” do xerife, entre outros. O local oferece acomodações para pernoite e possui um restaurante, onde almoçamos.

No rancho há restaurante e alojamento para quem quer pernoitar

Há também algumas atividades recreativas gratuitas, como aulas de laço ou duelos mediado pelo “xerife” local. Também é possível tirar fotos com índios Hualapai, que habitam o local e comprar lembranças e artesanato indígena numa loja que fica no rancho.

Atividades como laço, duelo e cavalgadas são oferecidas no Rancho

Eagle Ponint

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No Eagle Point já se consegue ter uma bela visão do Cânion

Após almoçarmos no Rancho, partimos para o Eagle Point, área que recebeu esse nome devido uma  formação rochosa natural que lembra uma águia.

No Eagle Point há várias réplicas de ocas das tribos indígenas que habitavam a região, entre elas as dos Hualapai, Navajo, Hopi e Havasupai. É possível fazer um passeio autoguiado pela “Aldeia”, pois há sinalizações em todas as habitações, que foram construídas seguindo a arquitetura tradicional, com cabanas e fornos do modo como eram usados pelos nativos. Há apresentações diárias de danças indígenas no anfiteatro, às 13h e às 17h. Se quiser completar a experiência, uma loja vende produtos artesanais dessas tribos, inclusive tecidos e joias.

Réplicas de habitações das tribos indígenas que viveram no local

Além da visita à “Aldeia”, o Eagle Point oferece vistas impressionantes do Cânion. É possível chegar bem próximo à borda do penhasco e ver as águas caudalosas do rio Colorado cortando as rochas. Ótimo lugar para contemplação e boas fotos.

Grand Canyon West Sky Walk

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A famosa passarela de vidro sobre parte do Cânion fica no Eagle Point

A famosa passarela transparente sobre o Canyon fica no Eagle Point e para percorrer seus míseros 22 metros de comprimento, paga-se 20 dólares. A plataforma, em forma de U, com piso transparente, está situada sobre o precipício, numa queda vertical de centenas de metros.

Decidimos comprar o ingresso para Sky Walk na hora e pegamos uma fila considerável. Caso tenha certeza que irá visitar essa atração, compre antecipadamente seu ingresso para o West Rim, com a opção de acesso ao Sky Walk.

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Sky Walk: passarela de vidro sobre o precipício

Quando você entra na passarela e olha para baixo, verá sob seus pés a profundeza do cânion, mas o vidro se encontra bastante riscado e a visão não é tão nítida, embora seja obrigatório o uso de pantufas pelos visitantes. É uma obra de engenharia interessante e fornece uma vista especial do cânion, porém, o percurso é bem curto e está sempre cheio de visitantes. Além disso, não é permitido entrar com celulares ou câmaras, que ficam guardados num armário, juntamente com bolsas e mochilas. Fotógrafos que trabalham no local vendem as fotos tiradas dos turistas, que podem ser adquiridas no Centro de visitação a preços poucos convidativos. Enfim, achei meio salgado o preço de 20 dólares por poucos minutos no Sky Walk

Guano Point

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A parada no Guano Point oferece vista panorâmica da face oeste do cânion

Esta parada oferece vistas deslumbrantes do Cânion. Aqui há um café e loja de joias e artesanatos indígenas, mas o que impressiona mesmo é a visão de 360 graus do Cânion.

Neste local, entre os anos de 1930 e 1959, houve exploração do minério guano, que é rico em nitrogênio utilizado em fertilizantes. Baseada na informação de que havia mais de 100 mil toneladas de guano na mina, a Corporação Guano dos EUA comprou a propriedade e construiu um sistema de bondes de U$ 3,5 milhões para extrair o minério. A expectativa, todavia, não se confirmou e após a retirada de cerca de mil toneladas, a mina se esgotou. Pouco tempo depois, um jato de combate da Força Aérea dos EUA colidiu com o sistema de cabos aéreos dos bondes, que foram definitivamente desativados. É possível ver neste ponto a estrutura remanescente do teleférico, que foram mantidos no local como um monumento da tentativa do homem de explorar a grandeza do cânion. A natureza venceu esse embate.

Quanto Custa visitar o Grand Canyon West?

O ingresso para a borda Oeste (West Rim), incluindo acesso e serviço de transporte Hop-On/Hop-Off aos três pontos de visita  (Fazenda Hualapai, Guano Point e Eagle Point) custa 49 dólares por pessoa. Nós optamos pelo ingresso que inclui o almoço na Fazenda Hualapai, no valor de 64 dólares por pessoa. O bilhete individual para a Skywalk custa 20 dólares.

Além dos pontos que visitamos, há outras atrações oferecidas na borda oeste, como tirolesas, passeios de helicóptero e barco pelo rio colorado. Mas, atenção: quanto mais atividades você incluir, menos tempo terá em cada uma dela e mais caro será o custo do passeio.

Se estiver de carro pode comprar seu ingresso direto no site oficial. Nós compramos no momento da visita, com pequena fila.

Curiosidade: como se formou o Grand Canyon

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O Grand Canyon é o maior do Planeta com 446 km de extensão

O maior e mais espetacular cânion do Planeta tem 446 km de extensão, por 29 km de largura, com penhascos que chegam a atingir 1600 metros de profundidade. Por mais de 2 bilhões de anos de história geológica, as águas do rio Colorado abriram passagem por  rochas gigantescas, formando o cânion, que originalmente era habitado por índios norte-americanos.  A partir de 1870, ele começou a ser explorado, cientificamente, pelo major John Wesley Powell.  Visitar e admirar a imensidão do cânion é como assistir, ao mesmo tempo, uma aula de geologia e um show de cores e nuances que misturam os tons avermelhados das rochas com o verde escuro das águas do rio. Prepare-se para vistas deslumbrantes de uma das sete maravilhas naturais da Terra!

 

Hoover Dam

Você pode combinar a visita ao Grand Canyon West com uma parada na Hoover Dam, que é uma represa construída em 1931, em meio ao Black Canyon, na divisa entre os estados de Nevada e do Arizona. A Hoover Dam fica a 48 km de Las Vegas, no caminho para a borda oeste do Cânion. A represa é uma obra de engenharia gigantesca, que armazena 35 bilhões de metros cúbicos de água, formando o maior reservatório artificial da América do Norte.

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Programe os horários de sua visita e lembre-se que no inverno os dias são mais curtos

Para incluir a visita na sua day trip, sugiro que parta cedo de Las Vegas. Nós decidimos não parar na Hoover Dam porque saímos de LV próximo às 9h e queríamos aproveitar o máximo da luz do dia no Grand Canyon, especialmente porque nossa viagem foi no inverno, quando os dias são mais curtos no Hemisfério Norte.


Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.

4 comentários em “Grand Canyon West, bate volta a partir de Las Vegas

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    1. Olá, Miguel! A borda Sul deve ainda mais bonita. A paisagem do cânion é incrível e difícil de ser reproduzida em fotos, ainda mais por fotógrafos amadores. Se tiver oportunidade, viste o Grand Cânion. Obrigada pela visita ao blog. Um abraço.

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