O que fazer numa conexão em Madri

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Parque del Retiro tem localização central e muitos atrativos

Quem viaja para Europa e tem algumas horas entre voos na capital espanhola sempre fica tentado a sair do aeroporto para conhecer a cidade. Mas o que fazer numa conexão em Madri? Neste post vamos apresentar como aproveitamos uma conexão de 7h10min no aeroporto de Madri em nossa última viagem à Europa.

Como já conhecíamos a cidade e seus principais pontos turísticos, optamos pela visita ao Parque del Retiro, o mais emblemático de Madri, e ao Museu Reina Sofia, onde está Guernica, a obra máxima de Picasso. Mas há diversos outros atrativos que podem ser rapidamente conhecidos numa conexão na capital da Espanha.

A Iberia e a Air Europa são duas companhas aéreas internacionais que operam no Brasil e têm base em Madri, sendo muito comum conexões na capital espanhola para quem voa para a Europa. Caso o tempo de sua conexão permita uma escapadinha do aeroporto, siga nossa sugestão: escolha atrações próximas entre si e conheça um pouco dessa cidade vibrante.

Quantas horas preciso para visitar Madri numa conexão?

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Planeje o que fazer na conexão para otimizar o tempo

Numa conexão, evidentemente, não dá para conhecer a cidade toda, mas, sim, algum ponto dela ou fazer um programa específico.

Para saber se vale a pena ou não deixar o aeroporto e aproveitar sua conexão, tenha em mente que você terá que fazer a imigração, deixar bagagem de mão no guarda-volumes do aeroporto, tomar o transporte até o centro da cidade e, depois, o transporte de volta ao aeroporto, pegar sua bagagem de mão no guarda volume e realizar novo embarque.

Como calcular o tempo livre numa conexão

Calcule 1h30 para imigração/guarda volume mais 1h do aeroporto ao centro da cidade, 1h de volta do centro ao aeroporto e 1h30 para retirar bagagem do guarda volume e reembarcar. Só com esses procedimentos, você deve gastar cerca de 5 horas.

Caso você decida utilizar um táxi para ida/volta e não precise deixar a bagagem de mão em guarda volume (era o nosso caso, pois eu estava apenas com uma bolsa e meu marido com uma mochila), o tempo de desembarque, imigração, transporte e reembarque pode ser reduzido para 3 horas.

Veja o tempo de sua conexão e deduza essas 5 horas ou 3 horas de procedimentos e transporte. Se lhe sobrar quatro horas líquidas, acho que vale a pena dá uma esticada na cidade. Do contrário, melhor ficar no aeroporto e não se estressar para mal ver a capital espanhola.

Quando planejamos o que faríamos em nossa conexão em Madri, sabíamos que nosso tempo no aeroporto seria das 11h30 às 18h40. Não houve atraso no voo. A imigração foi bem rápida e como era um domingo gastamos cerca de 20 minutos de taxi no percurso ida/volta aeroporto/centro de Madri e vice-versa. Ficamos, portanto, com praticamente seis horas livres na cidade. Mas para evitar perda do voo, é sempre bom fazer os cálculos com a regrinha que citei acima, pois, nem sempre as condições serão totalmente favoráveis.

Como ir do aeroporto até o centro de Madri

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Iberia e Air Europa fazem conexões em Madri dos voos que partem do Brasil. Foto de Juan Eduardo

Táxi

Se você puder e quiser ter mais tempo para aproveitar sua visita, invista num táxi, que parte de qualquer terminal do Aeroporto Adolfo Suárez, Madrid-Barajas. O percurso até o centro da cidade é de aproximadamente 15 km. Se você tiver, como nós, a sorte de não pegar congestionamento, o trajeto dura cerca de 20 minutos. O preço do táxi é tabelado em 30 euros para a área central da cidade, onde estão os principais pontos turísticos.

Como estávamos cansados com o longo voo e a diferença do fuso de cinco horas (normalmente é 4 horas, mas com o horário de verão europeu aumenta para 5 horas), investimos num táxi de ida/volta do aeroporto ao centro de cidade. Em compensação, os dois programas que escolhemos foram gratuitos. A entrada para o lindo Parque del Retiro é sempre free e o acesso ao Museu Reina Sofia é grátis após as 13 h dos domingos (dia de nosso voo), sendo restrito à Coleção 1, justamente onde ficam as obras mais importantes e que queríamos ver.


DICA

Se você está viajando em um grupo de três ou quatro pessoas, o custo do taxi por pessoa sairá mais em conta, o que torna esse meio de transporte altamente recomendável para uma escapada durante uma conexão.


Transporte público

Para quem está com orçamento apertado e tempo mais folgado, é possível utilizar metrô, trem ou ônibus para sair do aeroporto. 

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Estação del Arte, próxima aos principais museus de Madri

Metrô – O valor do bilhete fica entre 4,22 euros e 4,50 euros dependendo do tipo de passagem. Há estações nos terminais 2 e 4. A linha do metrô que sai do aeroporto chega até a estação Nuevos Ministerios, que fica ao norte do centro de Madri. Como seu destino provavelmente será um dos pontos turísticos da cidade, será necessário fazer baldeação para outra linha do metrô. O percurso entre o Terminal 2 e a estação Nuevos Ministerios leva 15 minutos. Já a rota entre o Terminal 4 e a estação Nuevos Ministerios dura 20 minutos. Acrescente o tempo da viagem de metrô desta Estação até seu destino final, sem esquecer do tempo despendido entre o Terminal do Aeroporto até a Estação e o percurso que pode ser necessário fazer a pé da estação final até o local que você se dirige.

Para checar informações atualizadas de tarifas e linhas do metrô de madri, clique aqui.

Trem – A passagem de trem custa 2,60 euros e é gratuita para quem vai pegar o trem-bala, utilizando o “combinado cercanias”. A Estação fica no Terminal 4 e o percurso até a Estação Atocha, uma das principais do Centro de Madri dura cerca de 25 minutos. A última estação da linha é a Príncipe Pio, mas no caminho, além da Atocha, pode-se parar também em Chamartín, Recoletos ou Nuevos Ministerios. Para ver valores atualizados na data de sua viagem, clique aqui.

Ônibus – Outra opção econômica, tem bilhetes desde 1,50 euros (nas linhas convencionais 101 e 200, confira os valores na data de sua viagem aqui )    e 5 euros (na Línea Exprés Aeropuerto, veja os valores atualizados aqui).  Você encontra pontos de ônibus nos terminais T1, T2 e T4.

A linha 101 leva até Canillejas, enquanto a 200 alcança o Intercambiador Avenida América. Já a Línea Exprés Aeropuerto deixa o viajante na Estação Atocha. O tempo de viagem de ônibus entre o terminal T4 e a Estação Atocha é de 40 minutos, com trânsito normal.

Onde fica o guarda volumes no aeroporto de Madri

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Guarda volumes no Aeroporto de Madri. Foto do site foto site http://www.consigna.es

Se você vai deixar o aeroporto numa conexão em Madri para conhecer a cidade e estiver com bagagem de mão pesada, não se preocupe. Há guarda volumes próximos às esteiras de bagagem nos terminais 1, 2, e 4 do Aeroporto de Madri. Para guardar uma mala grande no tamanho padrão, o valor cobrado é de 6 euros por até 2 horas ou 10 euros por até 24 horas. Quem estiver com mais de quatro malas, pode conseguir um desconto. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias da semana. Para conferir informações atualizadas para a data de sua viagem consulte o site oficial do serviço.

O que fazer numa conexão em Madri

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Parque del Retiro foi uma das atrações que visitamos em nossa conexão em Madri

Há muito o que fazer numa conexão em Madri. Tudo vai depender do seu tempo livre entre voos e de seus interesses. Na nossa conexão, como já conhecíamos a cidade, escolhemos dois programas que não deu tempo de fazer em nossa primeira viagem à Madri: visitar o Parque El Retiro e o Museu Reina Sofia.

Pegamos um táxi do aeroporto até a Puerta de Alcalá, que fica da Plaza de la Independencia e é um dos monumentos mais conhecidos de Madri.


DICA

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Puerta de Alcalá fica em frente a uma das entradas do Parque

Se você ainda não conhece Madri, antes de entrar no Parque dê uma conferida na Puerta de Alcalá, monumento encomendado em 1764, pelo rei Carlos III, para substituir a antigo portal barroco que levava até o reino de Aragão.

O arquiteto italiano Francesco Sabatini ficou responsável pelo desenho neoclássico da Puerta, que foi construída em granito, com três grandes arcos e duas portas retangulares menores. A construção só foi concluída após nove anos, em 1778.

A Puerta de Alcalá fica bem em frente a uma das 20 entradas do Parque del Retiro.


Após revermos o bonito portal madrilenho, entramos no Parque pela Puerta da Plaza de la Independencia.

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Entrada do Parque pela Plaza de la Independencia

 

O que fazer numa conexão em Madri – Parque del Retiro

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Jardim de rosas do Parque del Retiro fica lindo durante a primavera

O Parque del Retiro tem uma localização bem central e é o mais visitado da capital espanhola. Sua origem remonta ao século XVII, quando o  Palacio del Buen Retiro foi construído pelo Rei Felipe IV, entre 1630 e 1640. A edificação era casa de campo da família real e possuía um jardim ao redor, local onde hoje fica o Parque. Inicialmente, só podiam transitar pelo por ali membros da família real e seus funcionários. O rei Calos III permitiu o acesso ao público em 1767, mas só para visitantes bem vestidos e que seguissem um manual de regras de conduta.

Durante a Guerra de Independência da Espanha, as tropas de Napoleão Bonaparte se instalaram no Parque, o que resultou na devastação da área, ao final da guerra, ocorrido em 1814.

Após o término do conflito, o Parque começou a ser recuperado e passou, em 1868, das mãos da família real espanhola para a cidade de Madri. Fontes, monumentos, jardins, palacetes e outros atrativos foram agregados, dando o atual formato do mais conhecido Parque madrilenho.

Domingo no Parque

Música e lazer no Parque del Retiro

Nosso passeio no parque durou cerca de três horas, mas a depender do tempo que você tenha, dá para passar até o dia todo neste imenso parque espanhol. Planejamos, previamente, o caminho que faríamos, pois queríamos sair pela Porta de Felipe IV, que leva ao Paseo del Prado, para daí continuarmos caminhando até o Museu Reina Sofia, que seria a outra atração visitada.

No Parque, há banheiros, lanchonetes, bares, dois pequenos museus com entrada gratuita, área para apresentação de orquestras e bandas musicais, passeio de barco e aluguel de caiaques e barcos a remo.

Neste dia, não paramos para almoçar, comemos uma pizza na lanchonete que fica no Parque, ao lado do Palácio Velázquez.

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Lanchonete ao lado do Palácio de Velázquez

Mas, caso você opte por visitar apenas o parque ou esteja com o tempo mais folgado, ficam aqui indicações de restaurantes que pesquisamos, próximos ao parque Del Retiro:  Adrede, Torre Nostra e Trenque Lauquen (eles estão marcados no Mapa do roteiro no Parque neste post).

Por todo o parque encontramos músicos de rua, “estátuas vivas” e até uma orquestra se apresentando num pequeno palco. Pessoas faziam piqueniques nos gramados, outros praticavam esportes e muitos entravam para ver as exposições gratuitas nos museus que ficam nos belos palácios Velázquez e de Cristal. Um autêntico domingo no parque em Madri.

Nosso roteiro no Parque

Confira o mapa com a rota que fizemos no Parque. Clique no ícone que fica no alto da aba à esquerda, para confeir o local de entrada e saída e sugestão restaurantes próximos ao Parque

 

Logo após atravessarmos a Puerta de la Independência, caminhamos por uma bonita alameda que fica nessa área do parque até a primeira atração da rota, que foi a Fuente de Los Galápagos.

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Após entrar pela Puerta de La Independencia, siga esta alameda

Fuente de los Galápagos (ou Fuente de Isabel II)

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A primeira atração encontrada é a Fuente de Los Galápagos

Construída em 1832, a fonte tinha por objetivo fornecer água aos habitantes de Madri. Continuamos andando pela Calle Nicarágua até o Estanque Grande.

Estanque Grande

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O grande lago artificial é um dos destaques do Parque

É o maior cartão-postal do Parque. O grande lago artificial foi construído no século XVII nos jardins do Palacio del Buen Retiro não apenas para decorar, mas também para armazenar água para o palácio e as fontes. Na margem esquerda do lago, fica o local de partida dos passeios de barco, remo e caiaque. Essa área é chamada de “embarcadero”. Do outro lado do lago fica o grandioso Monumento a Afonso XII.

Monumento a Afonso XII

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Passeio de caiaque em frente ao Monumento a Afonso XII

Não fomos até o monumento, vimos apenas da margem do lago. O majestoso conjunto chama atenção com 86 metros de comprimento e 30 metros de altura e foi inaugurado em 1922, em homenagem ao Rei Alfonso XII, que é retratado numa escultura no topo, montando em seu cavalo. Projetado pelo arquiteto catalão José Grases Riera, a obra foi realizada por mais de 20 artistas.

Paseo de La Argentina ou Paseo de las Estatuas

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Paseo tem esculturas em homenagem aos reis espanhóis

Continuamos caminhado pela margem do lago, seguindo pela Calle Nicaragua até chegar ao Paseo de la Argentina ou Paseo de las Estatuas.

Nesta alameda estão expostas 13 estátuas de reis espanhóis. As esculturas faziam parte do conjunto que decorava os beirais da fachada do Palácio Real, mas foram retiradas em razão de seu grande peso e distribuídas por vários locais da capital e região. Além das estátuas que estão no parque, há outro belo conjunto exposto nos arredores do Palácio Real, nos Jardines de Sabatini e na Plaza de Oriente.

Nosso passeio continuou na margem do Estanque Grande, pela Calle Nicaragua, até a Fuente de la Alcachofa.

 Fuente de la Alcachofa

Jovens fazem protesto em frente a Fuente de la Alcachofa

Em frente a fonte, encontramos um grupo de jovens protestando, pacificamente, contra o uso de animais na indústria.  A fonte tem estilo neoclássico com elementos barrocos e foi construída em 1782. Sua transferência para o Parque ocorreu em 1880, pois foi instalada, primeiramente, no Paseo del Prado na área onde hoje está a Estação Atocha.

Palacio de Velázquez

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Fachada do Palácio Velázquez

Da fonte,  seguimos para o palácio projetado pelo arquiteto Ricardo Velázquez Bosco, que leva seu sobrenome. O mesmo arquiteto também assina o projeto do Palácio de Cristal, outra atração do Parque. Hoje, ambos os palácios são coordenados pelo Museo Reina Sofia que utiliza os locais para exposições gratuitas. No Palácio de Velázquez, há banheiros disponíveis ao público.

O palácio foi construído em 1883 para a Exposición Nacional de Minería, que teve por missão impulsionar a indústria mineradora. O teto possui estrutura de ferro e cobertura de cristais que permitem a iluminação natural.

Quadros contrastam com estrutura em estilo industrial do Museu

Durante nossa visita, estava em exposição a mostra Autorretrato de Outro, do artista japonês Tetsuya Ishida. As pinturas de Ishida, que fazem uma clara crítica ao modelo de desenvolvimento japonês, causavam um interessante contraste com a “estrutura industrial” do interior do palácio.

Saímos do Palácio de Velázquez e continuamos a caminhada em meio ao bosque chamado de Campo Grande, que fica no percurso para o Palácio de Cristal.

 Palácio de Cristal

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O Palácio de Cristal também foi projetado por Velázquez

O arquiteto Ricardo Velázquez Bosco se inspirou no Crystal Palace do Hyde Park de Londres para projetar o Palácio de Cristal, inaugurado em 1887 para a Exposición de las Filipinas, que, na época, era colônia espanhola.

 

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Estrutura de vidro integra arte e ambiente externo

Uma das atrações mais visitadas e fotografas do Parque, o palácio possui estrutura de ferro e cristais na fachada e na cobertura. Logo à sua frente, há um lago artificial. Na data de nossa visita, havia uma exposição de esculturas, com entrada gratuita.

Fuente del Ángel Caído

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Escultura do anjo caído causa polêmica no Parque

Após a visita ao Palácio, seguimos pelo Paseo de Cuba até a Fuente del Ángel Caído, polêmico monumento que homenageia o diabo. Fica ao lado da La Rosaleda, local para onde nos dirigimos.

La Rosaleda (Jardim de Rosas)

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La Rosaleda tem inspiração francesa e encanta com sua grande variedade de rosas

O jardim, de inspiração francesa, foi inaugurado em 1915 e possui mais de 4.000 rosas de mais de 100 espécies diferentes.

Nossa visita foi no final da primavera e encontramos o local lindamente colorido e repleto de rosas. Adoro flores e, na minha opinião, esse foi o local mais fotogênico do Parque!

Jardín del Parterre

 

Retornamos até o local onde fica a Fuente del Ángel Caído e seguimos pelo Paseo de Cuba até a Fuente de la Alcachofa, entramos no Paseo Paraguay e fomos até o Jardín del Parterre, também em estilo francês, inaugurado em 1722.

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Jardim tem belos canteiros de ciprestes

O jardim del Parterre também é muito bonito, mas passamos por ele muito rapidamente, na saída do Parque.

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Deixamos o Parque pela Puerta Felipe IV

Saímos pela Puerta de Felipe IV em frente ao El Casón del Buen Retiro (um palacete já fora do Parque del Retiro). Seguimos pela Calle de Felipe IV até o Paseo del Prado, onde fica o Museo del Prado (que já tínhamos visitado em nossa primeira ida à Madri) e continuamos andando até o Museu Reina Sofia.

Veja o mapa do roteiro a pé do Parque del Retiro ao Museu Reina Sofia


Serviço

Parque Del Retiro

Endereço: Plaza de la Independencia, 7, além desta, existem mais 19 entradas o Parque

Horário de verão (abril a setembro): 06 h às 24 h.

Horário de inverno (outubro a março): 06 h às 22 h.

Entrada: Gratuita


O que fazer numa conexão em Madri – Museu Reina Sofia

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Fachada do Museu Reina Sofia com elevador de vidro

O Reina Sofia é o segundo museu mais visitado de Madri e forma, juntamente com o Museu del Prado e o Thysse-Bornemiza o chamado “Triangulo de Ouro da Arte” da capital espanhola. Os três museus ficam nas imediações do Paseo del Prado e combinam perfeitamente com a visita ao Parque del Retiro numa conexão em Madri. Optamos pelo Reina Sofia porque já havíamos visitado o Prado. Mas para quem vai pela primeira vez à capital espanhola, recomendo que coloque o Museu del Prado no roteiro, já que é considerado o centro de arte mais importante de Madri.

Arte moderna e contemporânea é a atração principal do Reina Sofia. O acervo do museu é considerado uma continuação da coleção clássica exposta no Museu del Prado. Todas as peças expostas no Reina Sofia são posteriores a 1900 e divididas em três coleções, que retratam períodos distintos da arte moderna espanhola: a Coleção 1 tem obras de 1900 a 1945, a Coleção 2 vai de 1945 a 1968, enquanto a coleção 3 é composta de peças que datam de 1962 a 1982.

Museu fica no prédio de antigo hospital

Pátio interno do Museu

Aberto ao público em 1992, o museu foi instalado no antigo Hospital Geral de Madrid, conhecido por Edifício Sabatini, em homenagem ao arquiteto que o projetou durante o reinado de Carlos III. O contraste entre a edificação em estilo neoclássico do século 18 com o acervo de obras de arte contemporânea é um atrativo a mais do Museu, que expõe, além de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações, abarcando as várias linguagens incorporadas por artistas a partir do século XX.

Fila na entrada e escultura em homenagem ao “Povo Espanhol”

Visitamos o Museu numa tarde de domingo, quando a entrada é gratuita. Pegamos uma fila não muito extensa na entrada que fica na Plaza Sofia, onde elevadores de cristais dão um toque de modernidade à fachada do antigo prédio, que abriga o Museu. Nesta Praça, há uma réplica da obra de arte “Monumento ao povo espanhol” (El pueblo español tiene un camino que conduce a una estrella) de Alberto Sanchez Perez (1937). O original teria desaparecido durante a guerra civil espanhola.

Nas tardes de domingo, o público tem acesso gratuito apenas à Coleção 1, que fica no 2º andar do prédio e reúne obras de vanguarda produzidas por artistas nos anos 20 e 30 do século XX, dente eles os renomados espanhóis Pablo Picasso e Salvador Dali.

Guernica, a estrela maior do Museu

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Quadro de Picasso atrai  visitantes ao Reina Sofia

É na sala 206 que está a maior estrela do Museu, o quadro Guernica, pintado por Pablo Picasso em 1937. E foi para lá que seguimos diretamente ao chegar ao Museu. A pintura a óleo sobre tela feita pelo jovem Picasso é considerada uma das mais impactantes obras contrárias à guerra. A tela mostra o horror causado pelo bombardeio da cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola.

Exposto em vários países, o quadro estava no MoMA em Nova York até ser devolvida à Espanha em 1981. Picasso não queria que o enorme painel (3,49m x 7,77m) retornasse à Espanha durante a ditadura de Franco, mas apenas quando o País voltasse a ser uma democracia.

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Guernica é uma das mais importantes obras de protesto contra a guerra

Durante a visita, não é permitida a fotografia da tela. As fotos reproduzidas neste post são de uma réplica da tela que está exposta num balcão da sala 206 e de um clique que fiz com celular entre os visitantes, antes de ser avisada por uma funcionária do Museu da proibição de fotografia da obra.

Ao sair da Sala onde está Guernica, vimos ainda alguns quadros de outros artistas, uma exposição de fotos e o vídeo documentário A terra sem pão,do cineasta Luis Buñuel, que retrata a vida na região de Las Hurdes, na Extremadura, uma das mais pobres e remotas da Espanha. Como nosso tempo de conexão já estava se esgotando tivemos que deixar o Museu.

Mas se seu tempo for suficiente apenas para ver Guernica, a visita já terá valido a pena, embora o Museu possua muitas obras de grande importância de artistas de peso.

Exposições de quadros e fotografias no Museu Reina Sofia

Caso tenha mais folga para explorar o acervo, veja obras de espanhóis célebres como Salvador Dalí, Juan Gris e Miró, além de nomes internacionais como Klee, Kandinsky e Diego Riveira.


DICA

Como o acervo é imenso, programe-se para saber onde ficam as obras que você deseja ver, consultando o site do museu, que possui a lista detalhada de todas as obras e respectivas salas.


Serviço

Endereço: Calle de Santa Isabel, 52. Metrô Atocha, L1

Horário: Segunda a Sábado 10h às  21 h. Fechado às terças. Domingo: 10h às 19 h.

Domingo, a partir de 13h a entrada é gratuita, mas está aberta somente a coleção 1 (que inclui obras de Picasso e Salvador Dalí) e talvez alguma exposição temporária.

Preço: 10 euros – exposição permanente + exposições temporárias.

Na compra antecipada on-line, o ingresso sai por 8 euros + 0,90 centavos de taxa de administração para Exposição permanente + exposições temporárias. O ingresso pode ser adquirido no site oficial do Museu.


Esse texto não contém anúncios ou publicidade. A citação de estabelecimentos visa apenas compartilhar com o leitor a opinião pessoal da autora sobre os serviços experimentados.

2 comentários em “O que fazer numa conexão em Madri

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  1. Olha, você diz que a gente faz conexões bem… Vocês também 😊 conexão muito bem aproveitada por Madrid! Como, quando fomos à Espanha, não conhecemos Madrid, é uma ótima oportunidade pra se imitar!

    1. Obrigada, Igor! Madri é uma cidade ótima para conhecer numa conexão. Organizada e com conjuntos de atrações que são próximos e podem ser visitados rapidamente. Obrigada pela visita!

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